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A economia do Rio e a indústria fluminense

Nos últimos anos, a economia do estado do Rio não parou de crescer e a indústria fluminense se consolidou, gerando mais riqueza e postos de trabalho. Em 2006, o número de empregados na indústria era de 560.116 e, em 2009, pulou para 664.252.

Esse bom desempenho trouxe novas oportunidades de trabalho em várias ocupações. Os grandes empreendimentos em curso e os previstos para os próximos anos geraram demandas, principalmente, por trabalhadores dos segmentos de Construção Civil e Indústrias Automotiva e Mecânica – profissões fundamentais para a cadeia produtiva de Petróleo e Gás. 

Na região Sul Fluminense, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o número de trabalhadores na indústria chegou a quase 65 mil em 2009, impulsionado pelas indústrias de metalurgia e automotiva, que atraíram novas empresas para a região. Um exemplo desse bom desempenho é o setor de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, que empregava 618 pessoas, em 2006, e chegou a 1.113, em 2009 – um crescimento de 80%. 

Na Região Norte – onde a indústria responde por 77% do PIB local – destacam-se os segmentos de extração de petróleo (quase 25 mil trabalhadores, em 2009) e manutenção de máquinas, em que o número de pessoas empregadas mais que dobrou, entre 2006 e 2009: de 1.315 para 3.218. A economia da região vai crescer ainda mais com a entrada em operação do Complexo Industrial do Superporto do Açu (São João da Barra), prevista para o final de 2012, que vai gerar dezenas de oportunidades, com a instalação de termoelétricas, siderúrgicas, estaleiros e montadoras de automóveis. E a indústria local vai gerar novas oportunidades nas áreas de caldeiraria, construção civil, montadoras e elétricas. 

As regiões Serrana e Centro-Norte consolidam-se como importantes polos de vestuário e metal-mecânico. Só o polo de moda tem 1.500 empresas, que geram quase 20 mil postos de trabalho diretos (com carteira assinada). Cabe também ressaltar a forte presença de indústrias de alimentos e de bebidas nessas duas regiões. 

A Baixada Fluminense é uma região que se destaca pela multiplicidade de ocorrências de atividades industriais (refino de petróleo, produção de plásticos, alimentos e automotiva) e pelo bom desempenho do segmento de perfumaria e cosméticos, que expandiu em 50% o número de trabalhadores, entre 2006 e 2009, passando de 1.845 para 2.760 empregados. 

O Leste e a Capital ainda são as regiões que mais geram empregos na construção civil, principalmente pela expansão da Região Metropolitana. Só a Capital empregava 121 mil pessoas neste segmento, em 2009. Essas regiões – junto com o Sul fluminense – concentram o maior polo brasileiro da indústria naval, com destaque para a construção de petroleiros, plataformas de petróleo e de navios de apoio marítimo. Após amargar um período de forte retração, o estado do Rio emprega hoje 26 mil pessoas nesse setor (46,3% do total nacional deste segmento). Atualmente, há 64 obras em andamento nos estaleiros do Rio (sem incluir os reparos) e o setor vai exigir muita mão de obra em função das expansões em curso, como é o caso dos estaleiros Mauá e Aliança.